domingo, 14 de julho de 2019

"A INFLUÊNCIA DA FILOSOFIA, DA SOFISTICA E DA TRAGÉDIA GREGA NA FORMAÇÃO DO CIDADÃO GREGO: UMA PAIDEIA NECESSÁRIA"



O Professor Drº. Paulo Rogério de Souza, da Universidade Estadual de Maringá, irá compor a mesa temática: Representação da Paidéia na Antiguidade à luz da Educação, no dia 20/08/2019, na XVIII Jornada de Estudos Antigos e Medievais. Sua apresentação tem o título "A INFLUÊNCIA DA FILOSOFIA, DA SOFÍSTICA E DA TRAGÉDIA GREGA NA FORMAÇÃO DO CIDADÃO GREGO: UMA PAIDÉIA NECESSÁRIA".



Resumo: Este trabalho tem como temática a influência da filosofia, da sofística e da tragédia, como partes de uma “Paideia necessária” para a formação do cidadão da polis grega do século V a.c. O objetivo é mostrar as práticas filosóficas e sofísticas como práticas formativas do homem ateniense, mas destacando a importância educativa da tragédia. O destaque que é dado à tragédia grega neste trabalho se justifica pela expressividade educativa atribuída ao gênero trágico na cidade-estado de Atenas no período clássico. Isso porque, ainda que uma forma de educação institucionalizada ou formalizada como a educação sofística e filosófica fosse buscada neste momento histórico, foi a literatura, com estaque para a tragédia grega, uma continuadora no processo educativo do cidadão ateniense. Mesmo sendo uma exigência social da polis democrática, a educação não estava acessível a qualquer cidadão: a sofística por seus custos e a filosófica pelo ócio que nem todo ateniense dispunha. Assim, o teatro, principalmente com a tragédia grega, assumiu um papel essencial para a formação do cidadão.

Palavras-chave: Tragédia grega; Filosofia; Sofística; Educação

http://lattes.cnpq.br/5127520919450174



"A NOÇÃO DE VONTADE PARA TOMÁS DE AQUINO"

O Professor Drº. Paulo Ricardo Martines irá compor a mesa temática Representações da Paidéia Medieval sob a lente da Filosofia, sua apresentação tem o título "A NOÇÃO DE VONTADE PARA TOMÁS DE AQUINO" e acontecerá no dia 21/08/2019.
O objetivo desta comunicação é investigar a noção de vontade como apetite racional para Tomás de Aquino. A dificuldade desse tema não diz respeito à existência da vontade, ainda que alguns filósofos contemporâneos neguem a vontade ou aquilo que se entende por volições, mas a de conceber uma vontade como racional. É possível imaginar que as escolhas guiadas pela razão sejam sempre racionais? Ou, então, por que pensar que aquilo que queremos seja orientado pela razão? Muitas de nossas ações são motivadas pelos nossos desejos ou paixões, não havendo um controle ou qualquer impedimento por parte da razão.
Não é difícil encontrar resistências essa concepção de apetite racional. Na Idade Média Duns Scotus recusou-se a pensar a vontade em termos de apetite racional e, apoiado em Anselmo de Cantuária, descreveu uma dupla inclinação no interior da vontade, para aquilo que é reconhecido como vantagem para nós (affectio commodi) e uma inclinação para a justiça, para o bem em si mesmo (affectio iustitiae). Essa segunda concepção retém a ideia da capacidade de fazermos o bem independente do nosso próprio interesse; que para o teólogo Escoto reside na capacidade de amar a Deus por Ele próprio. No mundo moderno Hobbes foi contundente ao dizer: “a definição de vontade vulgarmente dada pelas escolas, como apetite racional, não é aceitável. Porque se assim fosse não poderia haver atos voluntários contra a razão” (Leviatã, I,6).
A solução de Tomás de Aquino à questão da vontade passa pelo entendimento da noção de apetite, que nada mais é do que a inclinação própria de um ente, isto é, a tendência para o seu bem ou fim.
Palavras-chave: vontade; razão, moralidade, ação.

"JEAN DE SAINTRÉ ET LE JOUVENCEL: UNE ÉDUCATION CHEVALERESQUE AU XVE SIÈCLE"

A Professora Drª. Michelle Szkilnik da Université Sorbonne Nouvelle, irá proferir a palestra "JEAN DE SAINTRÉ ET LE JOUVENCEL: UNE ÉDUCATION CHEVALERESQUE AU XVE SIÈCLE", no dia 20/08/2019, na XVIII Jornada de Estudos Antigos e Medievais.
Résumé : Comment faire d’un jeune garçon un bon chevalier ou un bon homme d’armes? Comment lui assurer une carrière honorable et prestigieuse ? C’est à ces questions que répondent de manière très différente deux ouvrages du XVe siècle, tous deux rédigés par des spécialistes de la guerre : Antoine de la Sale, héraut d’armes, et Jean de Bueil, maréchal de France. Leur héros respectifs, Jean de Saintré et le Jouvencel, deviendront de grands personnages par leurs qualités propres mais aussi grâce à l’aide d’un mentor. Dans Jean de Saintré, le jeune page de 13 ans est éduqué et guidé par une dame de haute noblesse qui lui enseigne comment réussir à la cour essentiellement en s’assurant l’amitié et le soutien financier de grands personnages. Dans Le Jouvencel, le héros est un jeune homme pauvre de noble origine qui trouve dans la carrière militaire le moyen d’affirmer sa valeur et de trouver une place digne dans la société. Ces deux itinéraires en apparence opposés résultent toutefois l’un et l’autre d’un véritable programme pédagogique imaginé dans un cas, Jean de Saintré, par un personnage du roman, dans l’autre, Le Jouvencel, par l’auteur. Ce sont ces programmes que j’examinerai dans ma présentation.
mots clés: éducation, manuel de chevalerie, carrière, modèle.


"EL PENSAMIENTO MÍSTICO EN LA UNIVERSIDAD DE PARÍS"

O Professor Drº. Gerald Cresta da Universidade de Buenos Aires irá proferir a palestra "EL PENSAMIENTO MÍSTICO EN LA UNIVERSIDAD DE PARÍS", no dia 21/08/2019, na XVIII Jornada de Estudos Antigos e Medievais.
ResumenLa profunda crisis moral surgida luego de la caída del imperio de Carlomagno, y aún presente hasta parte del Siglo XII, tuvo como emergente una fundamental renovación espiritual en el fervor místico y el entusiasmo religioso de hombres y mujeres extraordinarios. Su manifestación en el pensamiento filosófico-teológico es una de las expresiones más significativas de la historia medieval centroeuropea. Diversidad de experiencias y modalidades místicas que pueden sintetizarse en el pensamiento de la Escuela parisina de San Víctor, con sus representantes Ricardo y Hugo, pero también en figuras paradigmáticas como el franciscano Buenaventura de Bagnoregio y el dominico Tomás de Aquino. Común a todos ellos es la búsqueda del Bien supremo mediante la práctica de una triple elevación interior: la vía purgativa, la iluminativa y la unitiva. Son presentadas aquí algunas notas distintivas de este camino de progreso interior ascendente y señalados sus respectivos aportes a la doctrina medieval de los conceptos trascendentales.


Palabras clave: Universidad de París, misticismo, vías espirituales, trascendentales del ser.

http://lattes.cnpq.br/4210542436916584


"O DESAFIO DE SIGNIFICAR O PASSADO: O ENSINO DA HISTÓRIA MEDIEVAL NO BRASIL"

O Professor Drº. Mário Jorge da Motta Bastos da Universidade Federal Fluminense, irá proferir a palestra "O DESAFIO DE SIGNIFICAR O PASSADO: O ENSINO DA HISTÓRIA MEDIEVAL NO BRASIL", no dia 21/08/2019, na XVIII Jornada de Estudos Antigos e Medievais.
Resumo: Creio que os profissionais que lecionam História, em qualquer nível em que seu magistério se exerça, estão cada vez mais ameaçados em sua atividade e desafiados numa sua condição de exercício essencial – a mobilização do público – por um crescente sentimento de desprezo pelo passado, em especial os mais remotos, no quadro de sociedades capitalistas que, cada vez com maior intensidade, só se reconhecem em projeções para o futuro. Ao futuro dedicamos, cada vez mais, o nosso maior sentimento de empatia! O “desmanche cotidiano no ar de toda e qualquer expressão de solidez histórica” parece nos livrar da sensação do peso do tempo sobre nossas costas, acelerando a história num presente que é vivido como mudança constante que só nos vincula ao futuro, só nos projeta à frente, ao vir a ser. A historicidade parece cada vez mais residir na ficção científica, e o tempo pretérito nos romances que celebram um mundo perdido ou que talvez nem tenha existido, vivido por seres “meio-humanos-meio-bestiais” talvez mais estranhos que os extraterrestres! Tendo em vista este cenário, impõe-se aos historiadores em geral, e aos medievalistas (e antiquistas!) em particular, refletir sobre as condições, perspectivas, práticas e sentidos do estudo e da docência de nossas “fatias de duração do tempo” em todos os níveis do ensino no Brasil. Como é o presente e qual será o futuro deste passado na formação intelectual dos brasileiros?
Palavras-chave: História Medieval; Pesquisa; Ensino; Extensão.



"PREVARICADORES DA REGRA E DESTRUIDORES DA ORDEM: OS FRADES MENORES, OS ESTUDOS E A PROPRIEDADE EM FREI ÁLVARO PAIS (SÉC. XIV)"

A Professora Drª. Armênia Maria de Souza da Universidade Federal de Goiás, irá compor a mesa temática Ensino e Literatura da Idade Média, no dia 22/08/2019, na XVIII Jornada de Estudos Antigos e Medievais. Sua apresentação tem o título "PREVARICADORES DA REGRA E DESTRUIDORES DA ORDEM: OS FRADES MENORES, OS ESTUDOS E A PROPRIEDADE EM FREI ÁLVARO PAIS (SÉC. XIV)"
Resumo: Pretendemos discutir o cotidiano dos frades menores com os quais Álvaro Pais conviveu e os principais problemas por ele assinalados em relação às suas condutas no que concerne aos estudos e à propriedade comum e particular. Para o autor, a maioria dos frades que estudavam nos grandes centros como Paris ou Bolonha, não levavam a sério a formação recebida, especialmente em relação à Sacra Página e por isso continuavam despreparados para o ensino, trazendo prejuízos aos conventos de origem, a si próprios e aos seus confrades. Uma vez malformados, não teriam elementos jurídicos e teológicos suficientes para a interpretação da regra e as concepções em torno da licitude ou não da propriedade para os franciscanos.
Palavras-chave: franciscanos, ensino, propriedade.


"EDUCACÃO E HISTÓRIA: AGOSTINHO DE HIPONA (354-430) E A FORMAÇÃO DO CRISTÃO EM MEIO ÀS INCERTEZAS DO SÉCULO"

A Professora Drª. Ana Paula Tavares Magalhães da Universidade de São Paulo, é uma das convidadas que irá compor a mesa temática Educação e História na Idade Média, na XVIII Jornada de Estudos Antigos e Medievais. Sua apresentação tem o título "EDUCACÃO E HISTÓRIA: AGOSTINHO DE HIPONA (354-430) E A FORMAÇÃO DO CRISTÃO EM MEIO ÀS INCERTEZAS DO SÉCULO"
Resumo: O conhecimento, este compreendido enquanto potencialidade inerente ao ser humano e via para o encontro com Deus, ocupou uma necessária centralidade no conjunto das preocupações dos Padres da Igreja entre a Antiguidade Tardia e a Idade Média. Agostinho de Hipona (354-430) defenderia o conhecimento como instrumento da fé. A razão (o logos grego) encontrava-se imanente na Criação, sendo que a Sabedoria era identificada à segunda pessoa da Trindade. A importância atribuída ao conhecimento é fundamental para compreendermos a posição assumida por Agostinho junto à sua comunidade. Em convergência com sua ação pastoral, o bispo de Hipona se fixaria no exercício do papel de professor em sua comunidade. Consciente de que a transformação só poderia advir da educação (e a partir de sua própria experiência estudantil), Agostinho idealizaria um programa formativo – amplo e flexível – para os cristãos de sua diocese.
Palavras-chave: Política – Epistemologia – doutrina – comunidade de fiéis – Antiguidade tardia
Essa conferência acontecerá no dia 21/08/2019.